Embu-Guaçu

Descobrimento e surgimento

No final do século XVIII, o casal de sertanistas, José Pires de Albuquerque e Emília Pires de Moraes Pedroso, chega a Embu Guaçu e, impressionado com a beleza da região, ergue a primeira casa feita de taipas, próximo ao Rio Santa Rita (hoje patrimônio da família Svartman, fundadora da primeira indústria a “Indústria Química Paulista S/A”). A vila cresceu com a chegada de imigrantes no início de 1900. Em 1920, José Pires de Albuquerque constrói a primeira indústria de farinha de mandioca. Em 1929, chega a ferrovia em Embu Guaçu, com o ramal Mairinque/Santos, da Estrada de Ferro Sorocabana.

Nomes recebidos

Seu primeiro nome foi Ilha de Itararé, pois se julgou que esta era uma grande ilha fluvial, tal a quantidade de rios, depois a denominação M’Boi Guassú, e, finalmente, Embu Guaçu. Todos esses nomes, inspirados no Rio Santa Rita, extenso e cheio de curvas sinuosas. Embu Guaçu, em Tupi Guarani, quer dizer Cobra Grande.

Trilhos

A ferrovia transportava o café produzido no interior para o Porto Santista. A região começou a ter um crescimento bastante rápido, principalmente nos países subdesenvolvidos, como o Brasil.

Rios

Os rios eram muito utilizados para escoar mercadorias. As canoas serviam para os moradores transportarem alimentos, principalmente pelo rio Embu Guaçu, servindo de ligação entre o bairro do Cipó com o centro da cidade.

Abastecimento da cidade

Uma antecipação do que viria a ser a vocação de Embu Guaçu foi doada pelos ingleses da Light, que construíram o Reservatório de Guarapiranga, em 1912.
Em 1927, as águas desse reservatório abasteciam a cidade de São Paulo.

Estradas

Com a evolução econômica, através dos trilhos, surgiram também as estradas de rodagem, a primeira rodovia a passar por Embu Guaçu ligava o município a Itapecerica da Serra (atual SP 234, a rodovia Bento Rotger Domingues). Depois veio a SP 216 ( hoje chamada rodovia José Simões Louro Júnior), ligando Embu Guaçu ao bairro paulista Santo Amaro, e, finalmente, a SP 216 – Estrada Mina de Ouro – totalmente pavimentada até o bairro do Congonhal, responsável pela ligação de Embu Guaçu à rodovia BR 116 (Régis Bittencourt ).

A quem pertencia

Com a evolução econômica, através dos trilhos, surgiram também as estradas de rodagem, a primeira rodovia a passar por Embu Guaçu ligava o município a Itapecerica da Serra (atual SP 234, a rodovia Bento Rotger Domingues). Depois veio a SP 216 (hoje chamada rodovia José Simões Louro Júnior), ligando Embu Guaçu ao bairro paulista Santo Amaro, e, finalmente, a SP 216 – Estrada Mina de Ouro – totalmente pavimentada até o bairro do Congonhal, responsável pela ligação de Embu Guaçu à rodovia BR 116 (Régis Bittencourt ).

Emancipação

Em 1932, Benedito Roschel de Moraes inaugura a primeira casa comercial. O povoado vira Distrito em 1944, pelo Decreto Lei nº 14.334/44, mas ainda faz parte do município de Itapecerica da Serra, ficando com uma área de 171 km². Emancipada, as eleições ocorreram em 07/03/1965. Em 28 de março de 1965, ocorreu a primeira legislatura, com posse do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, conquistando assim sua emancipação político-administrativa. Hoje, passados 49 anos de emancipação, sua população é de aproximadamente 73 mil habitantes. Embu Guaçu, junto com Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Juquitiba e São Lourenço da Serra fazem parte do sudoeste da Grande São Paulo, formando o CONISUD. Embu Guaçu apresenta 100% de seu território inserido em Área de Proteção de Mananciais (Leis Estaduais 898/75, 1172/76 e 9866/97), integrando também a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Programa Man and Biosphere da UNESCO), estando ainda submetida ao Decreto Federal 750/93, bem como a outros instrumentos da legislação ambiental brasileira. O Rio Embu Guaçu serve a Represa de Guarapiranga, com volume aproximado de 30% da sua capacidade. Embu Guaçu com os municípios de Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba pleiteiam a classificação como Estâncias Hidrominerais. Na área de entretenimento, conta com o Centro Cultural, Parque Ecológico da Várzea, vários campings, pesqueiros e trilhas ecológicas. Embu Guaçu possui um distrito, o de Cipó Guaçu, com área aproximada de 21 km².

Emancipadores

A comissão do movimento Pró-Emancipação, que trabalhou no sentido de que toda documentação e exigências da Lei Orgânica do Município fossem apresentadas à Assembléia Legislativa do Estado, era composta por: presidente, Sr. Fioravante Francisco; quatro vices-presidentes, Alexandre Rodrigues Nogueira, Antônio Albuquerque Filho, Valdomiro Pereira Rodrigues, Walter dos Reis; Secretário Geral, Benedicto Roschel de Moraes; e quatro secretários, Nilton Higino Martins, Francisco O. Martins, Luiz G. Ávila de Macedo, Rafael Cau; Tesoureiro Geral, Antônio Roschel de Moraes; e quatro tesoureiros, Angelo Flose, Kyiotoschi Morita, Antenor Hervelha e Pedro Júlio da Rocha. A comissão contou também com a preciosa colaboração do povo desta cidade.

Natureza

O Município conserva vegetação natural, como manacás, angicos, jacaré-pau, bromélias, táfias, pau-incenso, araucárias, cedros, ipês e outras. Possui remanescentes da Mata Atlântica, paisagens belíssimas e diversidade tanto na fauna quanto na flora.

Economia

A economia de Embu Guaçu possui indústrias, principalmente de transformação e minerais não metálicos, como caulim, mica e feldspato, e metalúrgicas. Sua economia também é calçada na atividade rural, integrando o Cinturão Verde na Grande São Paulo.